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Tiosulfato de Potássio: Uma estratégia eficiente para nutrição de plantas.

A agricultura mundial vem sendo, ao longo do tempo, pautada uma série de
inovações. Porém, com elas, acompanharam as altas nos insumos agrícolas e,
principalmente o aumento dos fertilizantes; A palavra de ordem sempre foi
“economizar”. Mas, como economizar em um cenário onde o setor do HFF é
extremamente dependente dos mesmos?
Estabelecer as estratégias adequadas são vitais para saúde financeira das unidades
de produção espalhadas Brasil afora. Sendo assim, a procura por tecnologias que
viabilizem só aumentam, desde o uso remineralizadores naturais ao uso de
tecnologias biológicas para liberação dos nutrientes presos ao solo tem se tornado o
grande “boom”.
Em contrapartida, pouco tem se falado do uso de fertilizantes eficientes, entre os
principais motivos, o primeiro ponto crucial é a escassez de conhecimento sobre o
tema e, o segundo é o desenvolvimento comercial de forma coerente.
As culturas como as de HF que produzem frutos é altamente demandado o uso de
Potássio, elemento esse que ocupa o segundo lugar nas demandas fisiológicas de
algumas plantas. Também facilmente é lixiviado e compete com outros minerais
alcalinos, a depender de sua formulação. O Sulfato de Potássio é o exemplo de um
fertilizante clássico usado amplamente por seu baixo índice salino, entretanto é de
baixa solubilidade.
Nesse cenário, surgem os Tiosulfatos (S2 O3) que são fertilizantes líquidos usado
para nutrir plantas e corrigir o solo, de fácil compatibilidade com outros fertilizantes
e com sua característica de reação ácida no solo, promovem uma fonte de enxofre
(S) e podem conter outros Cátions como o Cálcio, Magnésio, Nitrogênio e em
especial, Potássio (foco principal dessa circular técnica).

TIOSULFATOS: Novas possibilidades para o manejo agronômico

Do ponto de vista químico, o Ânion Tiosulfato é um agente químico redutor, também
produzindo acidificação após a oxidação do Enxofre. Devido a essas propriedades,
as moléculas de tiossulfato têm um efeito único na química e biologia do solo.
Por exemplo, foi demonstrado que a aplicação de Tiosulfatos aumenta a solubilidade
dos nutrientes, melhorando simultaneamente a estrutura do solo e a infiltração da
água, portanto, a oxigenação do perfil.

O Tiosulfato também exerce um efeito protetor em fertilizantes nitrogenados à base
de amônio (UAN, Uréia etc.) reduzindo a taxa de hidrólise da Uréia, a conversão de
Uréia em amônio (NH4+), reduzindo as perdas de Amônia (NH3) como gás. A
nitrificação, a conversão de NH4+ em Nitrato, também é reduzida na presença de
Tiosulfatos.
Embora o pH inicial dos fertilizantes Tiosulfatos estejam próximos da neutralidade, o
tiossulfato oxida para formar ácido sulfúrico e sulfato de cálcio, resultando em uma
acidificação leve e sequencial da área de aplicação, provocando uma cadeia de
reações e eventos (neutralização de carbonatos, deslocamento de sais, solubilização
de Cálcio, entre outros), que se traduzem numa melhoria do arejamento do perfil e
consequentemente, na infiltração de água. E, por fim num melhor desenvolvimento
da massa radicular.
Sua versatilidade permite a aplicação em sistemas de rega de superfície, pivô central,
com aspersores, sistemas de gotejamento, entre outros.

TIOSULFATO DE POTÁSSIO (TSK)

A sociedade moderna está cada vez mais orientada a buscar alimentos livres de
agrotóxicos, que sejam nutritivos, saborosos e com boa apresentação. Do outro lado
está o produtor de HF diretamente responsável em atender os anseios de uma
população cada vez maior. Neste cenário é eminente o aumento do uso dos
fertilizantes e consequentemente o aumento de solos degradados.
O processo de sustentabilidade no meio rural é caminho sem volta, pois pensar no
uso consciente do solo e dos recursos hídricos e o uso de energias renováveis é
pauta de todos os países que têm como base uma produção agrícola robusta e
diversificada, assim como é o caso do Brasil.
O TSK tem em destaque uma proposta muito interessante, sua alta solubilidade e
alta capacidade transformação no solo, quando aplicado, no solo, rapidamente
forma-se o Tetrationato e, subsequentemente convertendo em Sulfato. Por ser um
agente redutor químico produz acidificação do meio após a oxidação do Enxofre.
A proposta de uso do TSK é de diminuir as dosagens de Potássio aplicadas. Em solos
com boa condição física, química e biológica, com a aplicação do TSK ocorreu
diminuição de até 50% das doses relacionadas a Potássio na fase 1 da cultura do
tomateiro e, em ambiente protegido onde uma demanda usual de Potássio dessa
fase seria da ordem de 156 PPM, passou a suprir as necessidades da planta com 78
PPM.
Um estudo realizado pela Universidade de Alicante, na Espanha, utilizaram-se de
Tiossulfato de potássio x Nitrato de potássio em diferentes doses na cultura do
meloeiro tipo Gália e, chegando as seguintes conclusões:

  1. Nenhum tratamento apresentou uma tendência específica de qual tratamento
    utilizado realizou melhor nutrição ou melhor desempenho agronômico;
  2. A adubação com TKS na cultura do melão nas diferentes doses não implica
    diferenças na nutrição da cultura frente as fontes convencionais de Potássio
    (nitrato de potássio);
  3. O tratamento com TSK parece estimular os frutos de maneira direta e
    indiretamente, através do efeito antioídio do Enxofre, porém esse resultado não
    interferiu no peso individual dos frutos;
  4. Houve uma redução as doses de potássio para 70% como uso do Tiosulfato de
    potássio não se observado nenhum problema de nutricional no cultivo do melão
    e em seu rendimento agronômico.
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